A confirmação da realização de uma eleição suplementar em Cachoeirinha, marcada para o dia 12 de abril, abriu oficialmente o período de articulações políticas no município. Na tarde desta sexta-feira (6), o Tribunal Regional Eleitoral formou maioria para definir o novo pleito, que ocorre após a cassação do mandato do prefeito e do vice eleitos.
Com o calendário eleitoral em andamento, os partidos têm até 28 deste mês para realizar convenções e oficializar candidaturas. Nos bastidores, ao menos cinco nomes já são apontados como possíveis protagonistas da disputa.
Entre eles está José Stédile (PSB), ex-prefeito do município e ex-deputado federal. Figura conhecida do eleitorado local, Stédile surge como um dos nomes mais experientes cotados para retornar ao Executivo em um cenário político considerado atípico e de curto prazo.
Outro nome citado é o do ex-vereador David Almansa (PT), que já concorreu ao cargo de prefeito em eleições anteriores. Almansa mantém atuação política ativa e pode novamente ser lançado como alternativa do campo progressista.
No campo governista, o vereador Mano do Parque (PL), atual líder do governo municipal na Câmara, aparece como possibilidade tanto para encabeçar uma chapa quanto para compor como vice. O partido já agendou sua convenção para o próximo dia 27, sinalizando que a definição deve ocorrer nos próximos dias.
Também é mencionada a vereadora Claudine Silveira (PP), esposa do vice-prefeito cassado, delegado João Paulo. Segundo a parlamentar, a decisão sobre eventual candidatura não será individual, mas dependerá de uma construção coletiva dentro do grupo político ao qual pertence.
No centro do atual cenário administrativo está Jussara Caçapava, que assumiu o comando do município de forma interina após a decisão judicial. Jussara também é apontada como possível candidata, o que pode consolidar uma candidatura de continuidade da gestão provisória.
