Na noite da última segunda-feira (23/2), mais de 180 moradores de bairros atingidos pela enchente de 2024 em Cachoeirinha participaram da primeira reunião do Projeto de Fortalecimento da Resiliência Territorial aos Riscos Hidrológicos. A iniciativa é do Instituto de Geociências (IGEO) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com apoio da Prefeitura e do Coletivo Mato do Júlio. O encontro ocorreu no salão da Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem.
O projeto foi apresentado pelos professores doutores Lucimar Vieira, Guilherme Garcia de Oliveira, a pós-doutoranda Cecília Balsamo Etchelar e o mestrando Alan da Costa. A reunião teve como objetivo apresentar à comunidade os três eixos de trabalho:
- Mapeamento de Susceptibilidade e de Risco Hidrológico: por meio de satélites e drones, mapear os perímetros de inundação;
- Comunicação de risco: discutir a desinformação e seus impactos na percepção e na comunicação de risco;
- Ciência cidadã: realização de cartografias sociais participativas nas áreas prioritárias para coletar o conhecimento local sobre o histórico de alagamentos, inundações, enxurradas, pontos críticos, locais de abrigos temporários com os públicos-alvo para criar um sistema de monitoramento, alerta e de comunicação.
Próximos passos
De acordo com o Coletivo Mato do Júlio, o produto final do projeto deve servir de subsídio para futuras medidas estruturais e não estruturais de proteção contra as cheias para o poder público estadual e municipal. O projeto tem financiamento do Governo Federal, por meio de emenda parlamentar da deputada federal Maria do Rosário (PT). A reunião contou com a presença do vereador Léo da Costa (PT) e da assessora da deputada, Adelaide Klein.
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