Caso de mulher desaparecida em Cachoeirinha passa a ser tratado como feminicídio pela Polícia Civil

O desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, passou a ser investigado como feminicídio pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. A reclassificação ocorreu após a coleta de evidências que indicam crime de gênero. Ela não é vista desde 24 de janeiro, em Cachoeirinha, e seria a 20ª vítima de feminicídio no Estado em 2026.

Segundo a Polícia Civil, Silvana procurou o Conselho Tutelar de Cachoeirinha quinze dias antes do sumiço para relatar que o filho dela, de 9 anos, teria restrições alimentares e que o pai estaria desrespeitando suas orientações sobre a dieta da criança. Em nota, o órgão confirma que ela esteve na unidade de Cachoeirinha no dia 9 de janeiro. A desavença quanto aos cuidados com o menino é um dos pontos apontados na investigação como possível motivação para o crime.

No dia seguinte ao sumiço, os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69 anos, e Dalmira Germann Aguiar, 70, também desapareceram após saírem para procurá-la. A polícia trabalha com a hipótese de duplo homicídio. Nenhum dos três foi localizado. O principal suspeito segue sendo o ex-companheiro de Silvana, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que está preso temporariamente. A defesa nega envolvimento.

Celulares, testemunhas e veículo; investigações seguem na busca por provas contundentes

Entre os principais elementos da investigação está o celular de Silvana, encontrado em 7 de fevereiro em um terreno baldio, escondido sob uma pedra, sem impressões digitais e com as câmeras cobertas por fita isolante. A última ligação registrada partiu do aparelho no dia 25 de janeiro. A polícia também apura quem fez publicações nas redes sociais da vítima após o desaparecimento, incluindo uma mensagem sobre um suposto acidente que, segundo os investigadores, nunca ocorreu.

Já na casa da vítima, a perícia identificou vestígios de sangue de duas pessoas, uma do sexo feminino e outra do masculino, sem sinais de luta corporal. Imagens de segurança mostram ainda a entrada de um carro vermelho na residência na noite do desaparecimento; o veículo e o motorista não foram identificados.

Até o momento, a força-tarefa já ouviu cerca de 30 testemunhas e realizou extração de dados de cinco celulares. A Polícia Civil afirma que reúne elementos para indiciar o suspeito e aguarda a conclusão de laudos para finalizar o inquérito.

*Com informações do Correio do Povo e G1. Foto: Divulgação

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