Condenado por matar avô e esposa dele em Cachoeirinha foge do Instituto Psiquiátrico Forense

O caso de um dos crimes que mais repercutiram em Cachoeirinha nos últimos anos voltou ao centro das atenções após a fuga de Andrew Heger Ribas, condenado pelo assassinato do próprio avô e da esposa dele. A evasão ocorreu no Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), em Porto Alegre, e foi confirmada pela Polícia Penal.

Segundo a instituição, a fuga aconteceu na última terça-feira (9). As circunstâncias do episódio estão sendo apuradas pela Corregedoria-Geral da Polícia Penal, enquanto equipes das forças de segurança realizam buscas para localizar o foragido.

A fuga ocorreu poucos dias após uma decisão judicial que revogou a internação de Andrew no IPF. A medida foi determinada após a concessão de habeas corpus e previa a transferência do condenado para uma unidade prisional comum. De acordo com mandado expedido pela 1ª Vara Criminal, Andrew ainda possui mais de 52 anos de pena a cumprir.

Crime ocorreu em 2022

Andrew Heger Ribas foi condenado em agosto de 2025 pelo assassinato do avô, Rubem Affonso Heger, de 85 anos, e da companheira dele, Marlene dos Passos Stafford Heger, de 53 anos. O caso teve ampla repercussão por conta da brutalidade e do desaparecimento dos corpos, que nunca foram localizados.

As vítimas foram vistas pela última vez em 27 de fevereiro de 2022, na residência onde moravam, na Vila Carlos Antônio, em Cachoeirinha. Conforme a investigação e a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime teria sido motivado por interesses financeiros. A acusação aponta que as mortes ocorreram dentro da residência do casal.

Durante a apuração, surgiram indícios de tentativas para ocultar os crimes. Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada de Andrew e de sua mãe, Claudia Ribas, à residência das vítimas pouco antes do desaparecimento do casal.

Posteriormente, em depoimento, Andrew afirmou que os corpos teriam sido queimados utilizando carvão e lenha. Apesar das buscas realizadas ao longo da investigação, os restos mortais nunca foram encontrados.

Claudia Ribas, que também respondia ao processo como ré, morreu em março de 2025. Segundo informações do processo, a morte ocorreu em decorrência de complicações associadas a comorbidades, entre elas diabetes, obesidade, hipertensão arterial e infecção urinária. A Polícia Civil confirmou que acompanha o caso da fuga, enquanto as buscas por Andrew Heger Ribas seguem em andamento.

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